Os funcionários infectados com malware representam uma ameaça para as empresas de tecnologia, de acordo com um novo estudo da Kaspersky.
O estudo, que analisou o comportamento de 2.024 profissionais de TI nos EUA, Reino Unido, Alemanha, França, Rússia, Índia e Oriente Médio, revelou que um em cada cinco (21%) funcionários de TI admitiu ter sido infectado por malware no trabalho.
Desses, 10% foram infectados por ransomware e outros malwares financeiros, e 8% foram infectados por um trojan de backdoor.
Além disso, os funcionários de TI estão ficando cada vez mais expostos a ataques, com 20% dizendo que suas empresas enfrentaram malware nos últimos 12 meses.
“Embora os funcionários de TI estejamos cientes das ameaças que enfrentamos, os dados mostram que ainda não estamos fazendo o suficiente para proteger nossas empresas”, disse Evgeny Lopianchenko, Gerente de Pesquisas de Segurança de Empresas da Kaspersky.
“Isso pode ser devido ao aumento da complexidade das ameaças, à falta de habilidades técnicas ou à falta de tempo para implementar medidas de segurança efetivas. Como resultado, as empresas estão perdendo US $ 1,2 milhões em média todos os anos para ataques de malware”, disse ele.
A pesquisa também revelou que os funcionários de TI estão se tornando mais confiantes em sua capacidade de lidar com ameaças de malware. Em 2019, apenas um quarto (27%) dos participantes do estudo se sentiam extremamente confiantes em sua capacidade de fazer isso, enquanto em 2021 esse número subiu para 40%.
No entanto, a pesquisa também mostrou que a maioria dos funcionários de TI (70%) ainda está preocupada com os riscos de segurança que suas empresas enfrentam.
“Em um mercado de trabalho global de TI cada vez mais competitivo, é crucial que as empresas ofereçam aos seus funcionários oportunidades para o desenvolvimento profissional contínuo. Isso os ajudará a se manterem atualizados com as últimas ameaças e tendências de segurança e, assim, ajudará a proteger suas empresas contra potenciais ataques”, disse Lopianchenko.
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