Uma campanha batizada de Operation NoVoice colocou mais de 50 apps maliciosos no Google Play e acumulou ao menos 2,3 milhões de downloads. O diferencial aqui não é só o volume — é o nível de controle: o malware tenta ganhar root em aparelhos desatualizados e instala um rootkit capaz de persistir até após reset de fábrica.
Segundo o BleepingComputer, os apps se passavam por utilitários comuns (limpadores, galerias, jogos) e funcionavam “normalmente”, sem pedir permissões suspeitas. Após a instalação, o payload ativava uma cadeia de exploração de falhas antigas do Android (2016–2021) para escalar privilégios e modificar componentes críticos do sistema.
O NoVoice foi observado roubando dados do WhatsApp (chaves do protocolo Signal, bancos criptografados e identificadores de conta) para clonar sessões. E isso é só a prova do conceito: com um rootkit ativo, qualquer app com rede pode virar alvo.
Campanhas móveis com rootkit não são novidade, mas o NoVoice combina escala (milhões de downloads) com técnicas avançadas como esteganografia em imagens PNG e verificação ativa de emuladores, VPN e depuração. Além disso, pesquisadores apontaram semelhanças com a família Triada, conhecida por infiltrar firmwares e APKs para controle profundo do sistema.
Fonte: BleepingComputer
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