Uma nova vulnerabilidade no kernel do Linux foi descoberta que pode permitir aos invasores ganharem privilégios de root em sistemas afetados.
A vulnerabilidade, identificada como CVE-2016-9794, está relacionada ao módulo Netfilter e foi descoberta pelos pesquisadores de segurança da Google.
Quando ativo, o módulo Netfilter é usado para implementar determinadas funcionalidades de firewall e monitoramento em sistemas Linux.
A vulnerabilidade CVE-2016-9794 reside na forma como o Netfilter processa pacotes ICMP e atribui permissões de acesso a eles.
Os invasores poderiam explorar a vulnerabilidade para obter privilégios de root no sistema, permitindo-lhes assumir o controle total do sistema e executar qualquer comando que desejassem.
A Google publicou um aviso de segurança na quinta-feira, descrevendo a vulnerabilidade e fornecendo um patch para corrigi-la.
A vulnerabilidade parece existir em todas as versões do kernel do Linux, desde a 3.3, que foi lançada em 2012. No entanto, os invasores só podem explotar a vulnerabilidade se o módulo Netfilter estiver ativo no sistema.
Ainda não há relatórios de que a vulnerabilidade esteja sendo ativamente explorada no mundo real. No entanto, os invasores podem criar exploits para a vulnerabilidade e usá-los para comprometer sistemas Linux que ainda não foram atualizados.
Os usuários devem atualizar seus sistemas para a última versão do kernel do Linux para evitar que seus sistemas sejam comprometidos por essa vulnerabilidade.
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