Resumo: Segundo um relatório da Morgan Stanley citado pela imprensa especializada, um único rack Nvidia Vera Rubin VR200 NVL72 deve sair a hyperscalers por cerca de US$ 7,8 milhões — quase o dobro do GB300 NVL72. A memória, sozinha, custa US$ 2 milhões por rack (26% do total), com aumento de 435% em relação à geração anterior por causa de HBM4 e LPDDR5X. Cada Rubin GPU é estimado em US$ 55 mil e cada Vera CPU em US$ 5 mil. O movimento explica por que big techs estão correndo atrás de chips próprios e por que o custo da inferência de IA pode subir antes de cair.
O VR200 NVL72 é o sucessor direto do Grace-Blackwell GB300 NVL72 e a unidade base do que a Nvidia chama de “supercomputador agêntico em escala de rack”. Cada rack reúne 72 GPUs Rubin e 36 CPUs Vera, interconectados via NVLink de próxima geração. As estimativas da Morgan Stanley, replicadas por The Register, Tom’s Hardware e PC Gamer, colocam o preço final em torno de US$ 7,8 milhões por rack, podendo chegar a US$ 8,8 milhões em determinadas configurações.
O salto vem de duas frentes: silício mais caro e, sobretudo, memória mais cara. O grande Rubin GPU é estimado em US$ 55 mil para a Nvidia vender; o Vera CPU sai a US$ 5 mil. Mas o componente que mais pesa em proporção é a memória — explico a seguir.
Cada GPU Rubin carrega 288 GB de HBM4; cada CPU Vera, 1,5 TB de LPDDR5X. Somando o rack inteiro, são 20,7 TB de HBM4 e 54 TB de LPDDR5X. A conta de memória bate US$ 2 milhões — 26% do custo total — depois de um salto de 435% em preço de memória contra o GB300 NVL72.
Esse salto não é só Nvidia: é o ciclo do HBM. Demanda da OpenAI, Microsoft, Meta, Google e Anthropic puxou a produção da SK hynix, Samsung e Micron ao limite. Em paralelo, o LPDDR5X passou a ser usado como memória de alta capacidade ao lado da CPU, num arranjo que troca latência por largura de banda. Resultado: o gargalo passou do compute para a memória, e o preço seguiu.
Hyperscalers não absorvem esse aumento de US$ 4 milhões para US$ 7,8 milhões por rack sem repassar parte. Vamos ver isso em três frentes:
No Brasil, a fatura cai em quem aluga ou consome. Provedores locais de cloud com GPU (Magalu Cloud, Locaweb, Ascenty, Equinix) podem ter dificuldade em adquirir VR200; bancos médios e startups, que pensavam em rack próprio, vão revisar o ROI. Para a maior parte das empresas brasileiras, a estratégia certa de curto prazo é: consumir inferência via API, brigar por desconto em volume e investir em arquitetura de aplicação que use o modelo mais barato possível para cada tarefa.
É importante manter pé no chão. As estimativas são da Morgan Stanley, baseadas em fornecedores e custos de bill of materials. A Nvidia não divulga oficialmente preço por rack; OEMs como Supermicro, Dell e Lenovo podem ter margens diferentes; e contratos plurianuais entre Microsoft, Amazon, Oracle e Nvidia geralmente embutem descontos relevantes. Trate o número de US$ 7,8 milhões como ordem de grandeza, não como preço de tabela.
Há também risco de a HBM4 ceder em preço mais rápido do que o mercado espera, se Samsung e SK hynix aumentarem capacidade. E nem todo workload precisa de Rubin: muitos casos rodam confortavelmente em Blackwell, em GPUs anteriores, ou em aceleradores próprios mais baratos.
Em 12 a 18 meses, deve-se ver: (1) inflação leve no preço da inferência de IA premium, sobretudo em modelos de reasoning; (2) migração acelerada para modelos abertos quantizados; (3) avanço dos chips próprios das big techs em workloads internos; e (4) maior pressão sobre Samsung/SK hynix/Micron para liberar capacidade de HBM. Para 2027, a expectativa de mercado é de queda gradual do custo por token, mas o caminho será mais difícil do que parecia em 2024–2025.
Se o seu plano de IA depende de uma curva agressiva de queda no preço de inferência, recalibre. Para empresas brasileiras, a recomendação racional é: priorizar consumo via API com cláusulas de revisão de preço, mapear quais cargas podem rodar em modelos menores (Granite 4.1, Qwen3, Llama 4, Phi) com qualidade aceitável, e tratar GPU própria como commodity escassa por mais um ou dois ciclos. Nenhuma dessas decisões substitui análise financeira específica; em projetos de grande porte, vale envolver consultores especializados em arquitetura e custo de IA.
Fonte original: The Register — cobertura sobre custos do Vera Rubin NVL72 (estimativas Morgan Stanley).
CVE-2026-50548 e CVE-2026-50549 (CVSS 9.8), batizadas de DuneSlide pela Cato Networks, permitem sair do sandbox…
Relatorios da Check Point e da Sophos mostram que o Qilin absorveu afiliados orfaos das…
Cluster suspeito de vinculo chines usa iscas do Imposto de Renda indiano para entregar DcRAT…
Gigante de dispositivos médicos notifica pacientes após grupo de extorsão ShinyHunters acessar sistemas corporativos e…
Max Schrems planeja contestar o Data Privacy Framework após corte permitir que presidentes demitam membros…
Grupo ligado ao Contagious Interview publicou 108 pacotes e extensões em npm, Packagist, Go e…