Um pico de 31,4 Tbps por apenas 35 segundos foi o suficiente para entrar no radar como um dos maiores ataques de negação de serviço (DDoS) já reportados publicamente. A atribuição do tráfego malicioso recai sobre a botnet AISURU/Kimwolf, associada a campanhas recentes de ataques hiper-volumétricos em camada de aplicação e rede.
Nos últimos trimestres, provedores de infraestrutura têm observado uma escalada não apenas no volume, mas também na “explosividade” dos ataques DDoS — eventos curtos, muito intensos e difíceis de conter com appliances locais. Esse padrão favorece botnets distribuídas e o uso de redes de proxies residenciais para mascarar origem e automatizar o disparo.
Segundo a Cloudflare, o ataque atribuído à AISURU/Kimwolf ocorreu em novembro de 2025 e atingiu um pico de 31,4 terabits por segundo, com duração total de 35 segundos. A empresa afirma ter detectado e mitigado o evento automaticamente, dentro de um conjunto mais amplo de ataques hiper-volumétricos observados no 4º trimestre de 2025.
O ecossistema AISURU/Kimwolf já havia sido relacionado a outras ondas de DDoS, incluindo uma campanha batizada de “The Night Before Christmas” iniciada em dezembro de 2025, com métricas elevadas em pacotes por segundo e solicitações por segundo.
Em ataques desse tipo, a meta é esgotar capacidade de banda, recursos de rede (camada 3/4) e/ou de processamento de aplicações (camada 7) por meio de um volume massivo de requisições. Mesmo quando o ataque é breve, ele pode:
A Cloudflare também reporta crescimento expressivo no volume total de DDoS ao longo de 2025, com um salto relevante no número de ataques em camada de rede e na incidência de eventos hiper-volumétricos no 4º trimestre.
Crédito da imagem: The Hacker News (original).
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